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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Candidatura de Riva é oficializada; Lúdio e Taques perdem legendas

Tarley Carvalho

Deputado Riva no lançamentode sua campanha ao Governo - Foto: Assessoria
O deputado estadual José Riva (PSD), teve sua candidatura ao governo do Estado homologada na noite desta segunda-feira (30). Riva foi aclamado na convenção de seu partido, que lotou o Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Entre apoiadores e políticos, mais de 3 mil pessoas participaram da convenção, carregando Riva em sua chegada. Para vice, o escolhido foi Manoel de Souza (SDD), o “Manoel da Força”. Sua principal bandeira, segundo ele, será o municipalismo.

A candidatura do deputado substitui a do vice-governador Chico Daltro (PSD), que era pré-candidato ao governo pela base governista até semana passada. Chico não decolou nas pesquisas de intenções de voto e a base acabou por definir Lúdio Cabral (PT) à disputa. Além disso, o partido fio deixado de lado pela base da situação. Descontente, Riva pôs seu nome à disposição.

Reconhecido como um dos três caciques de Mato Grosso, Riva é uma das principais lideranças do Estado, essa pode ser uma das razões para mais da metade do total de prefeitos de Mato Grosso terem comparecido à convenção de sua candidatura.

Com o deputado na disputa, o pleito deve ficar muito mais movimentado. Ele anunciou sua possível candidatura há apenas 5 dias e, até o momento, já conta em sua aliança as legendas Solidariedade, PTC, PEN, PPL e PTdoB. Além destes partidos, Riva ainda poderá receber apoio do PMDB, que andou se enfrentando com o PR recentemente.

O motivo do PMDB poder agregar ao projeto de Riva se dá pela insatisfação com o nome de Teté Bezerra (PMDB) como vice de Lúdio. A escolha não foi muito bem aceita por algumas legendas que devem pedir outra indicação para o partido.

Outra sigla que Riva tenta trazer para seu lado é o PTB, hoje com o senador Pedro Taques (PDT), que também disputará o governo do Estado. Além deste, existem boatos que o PP também poderia aderir ao projeto do deputado.

Durante seu discurso, ele admitiu que seu primeiro desafio será a confirmação de sua candidatura. Para ele, os processos judiciais que ainda responde serão utilizados por seus adversários em uma tentativa de impugnação do registro de seu nome pelo PSD ao Palácio Paiaguás.

Acontece que Riva que responde a processos por improbidade administrativa e pode não ter a candidatura aprovada pela Justiça Eleitoral.

A herdeira da Assembleia e outros
Com a saída de José Riva da Assembleia Legislativa, que está em seu quinto mandato como deputado estadual, a vaga ficou para sua filha, Janaína Riva (PSD). Apesar de toda eleição ter suas surpresas, muitos já a consideram eleita, e alguns chegam a arriscar que ela será a deputada estadual mais votada do Estado.

Para Chico Daltro, que deu seu lugar a Riva, sobrou a disputa a deputado federal. Para o Senado, que ganharia maior espaço, caso Janaína não fosse lançada, foi escolhido o presidente licenciado da Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), Rui Prado. Contudo, devido às coligações terem até o dia 05 de julho para entregarem as atas, esta definição pode mudar.

No total, o PSD terá 12 candidatos à Câmara Federal e 26 à Assembleia Legislativa.


Muvuca é lançado ao governo e promete ser a diferença no quadro político deste ano

Tarley Carvalho / Da Assessoria

Candidato ao governo do Estado, José Marcondes 'Muvuca' - Foto: Assessoria
O jornalista José Marcondes Muvuca (PHS) teve sua candidatura homologada ao governo do Estado de Mato Grosso na manhã desta segunda-feira (30). Para vice do jornalista foi escolhido o empresário do ramo farmacêutico, Elves Marques Carvalho (PTN), o “Elves da Farmácia”. A coligação é apenas entre os dois partidos, tendo o ex-vereador por Diamantino, Amorézio Dias Vidrago (PHS), lançado ao Senado. Muvuca foi o primeiro a lançar a sua pré-candidatura e, durante a convenção, afirmou que lutará por uma vida mais humanista para a população mato-grossense.

Em suas falas, o candidato defendeu bandeiras como a educação e segurança, afirmando que o salário recebido por professores e policiais é vergonhoso e insuficiente para suprir suas nacessidades básicas, além de serem desvalorizados pela baixa remuneração.

“O salário de um professor é uma vergonha! São responsáveis pelo ensino e ganham muito mal. A polícia também, são poucos policiais para o número de habitantes, eles arriscam a vida, ganham pouco e o resultado é essa falta de segurança que vemos hoje, é praticamente impossível os policiais darem conta de tanta criminalidade”, afirmou.

Sobre a candidatura de seus adversários, Muvuca comentou que irá enfrentar a todos da mesma forma, sem fazer ataques, mas debatendo ideiais e projetos. Ele se mostrou confiante em sua vitória e, durante a convenção, fez questão de frisar suas origens.

“Essa é a história de um jovem que vendeu picolés e engraxou sapatos para sobreviver. Eu sei o que é a realidade de precisar da saúde pública e não ter acesso, porque você chega lá e a fila é imensa. Eu não tenho dinheiro para fazer campanha, mas eu tenho vontade e tenho várias pessoas, amigos, que acreditam em mim e nesse projeto e me ajudarão a levá-lo para frente”, relembrou.

A coligação não terá candidatos a deputado estadual, deixando livre para seus candidatos a  deputado federal escolherem os nomes que apoiarão. Em nível nacional, o PHS está em apoio ao candidato Eduardo Campos (PSB), porém, em Mato Grosso, não fechará aliança, também permitindo que cada candidato escolha seu candidato à presidência da República.

Antes de fechar com Elves da Farmácia como seu vice, Muvuca chegou a convidar a vereadora de Guarantã do Norte, Edileuza Oliveira (PTC), para compor sua chapa majoriitária, mas o grupo ao qual seu partido pertence declarou apoio ao projeto do deputado estadual José Riva (PSD) de encabeçar a disputa pelo Palácio Paiaguás.

Enquanto discursava, Muvuca afirmou que é a novidade destas eleições. Para ele, as outras candidaturas ainda não conseguiram apresentar nada de novidade e ele seria a mudança que o Estado precisa. Uma de suas ações de campanha será, além de trabalhar o resgate social, combater a Lei Kandir (LeiComplementar nº 87/1996), que exonera o agronegócio do pagamento de impostos. Segundo o candidato, o Estado deixa de arrecadar o montante de R$ 2,5 bilhões, valor que, caso eleito, pretende investir nas áreas mais emergentes da população, como a saúde, educação e segurança.

Força política
Mesmo sem ter recursos financeiros para fazer campanha, o jornalista comparou seu desenvolvimento e crescimento nas pesquisas eleitorais feitas até o momento, ao ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB), que seria o candidato ao governo pela base situacionista, mas perdeu a vaga para Lúdio Cabral, por não ter conseguido despontar nas pesquisas, tendo, inclusive, Muvuca à sua frente.


Marcondes segue agora para a campanha eleitoral e promete que, nos debates eleitorais, mostrará que é o melhor nome para ocupar a sucessão de Silval Barbosa (PMDB) no governo do Estado.