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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Educar ou confeccionar

Qual o sentido da educação? Por que estudamos? Por que se investe em educação? Como podemos encontrar propósito, realização e satisfação estudando? Há tantas pessoas que jamais pararam para pensar porque estudam.

A criança começa a estudar e muitos lhe perguntam, o que você vai ser quando crescer? Creio que muitos pensam que estudam para se ter uma profissão, um emprego e consequentemente ganharem um ótimo salário.

Entretanto, a velocidade com que as mudanças do mercado ocorrem, não dá mais para ter esta certeza. Pois a profissão ou o negócio próspero de ontem pode não ser o de amanhã. Muitas vezes, uma determinada profissão que era extremamente requerida pelo mercado, no momento em que o estudante inicia a faculdade, ao terminar não será mais.

Para Paulo Freire a educação não deve se restringir a transferência de conhecimento, mas sim criar possibilidades para sua própria produção ou a sua construção.


Deste modo, o real sentido de investirmos tempo e recursos na educação não deve ser para produzirmos profissionais. E sim formar seres humanos capaz de construir o seu próprio conhecimento.

Dorival Costa, formado em zootecnia pela UFRRJ, é doutor em zootecnia pela UNESP. Diretor de Ensino do IFMT, escreve à quartas para o InformeCapital.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O Mundo, a escola e o aprendiz

Não são raras as manifestações da população pedindo por educação, sentimento justo e louvável. Entretanto, questiona-se a respeito desta educação exigida. Qual educação deseja-se, a que está sendo oferecida ou uma inovadora e alternativa?
A educação  engloba o ensinar e o aprender. A criança começa apreendendo e esse aprendizado é diário e continuo. E somente somos considerados alfabetizados quando apreendermos a ler e a escrever. Para Paulo Freire o indivíduo não começa lendo a palavra, por que antes da palavra o que ele tem a disposição é o mundo, E lemos o mundo à medida que o compreendemos e o interpretamos. Desta forma, o educador não pode acreditar que o educando é desprovido conhecimento, o qual tem que ser aproveitado e valorizado.
De acordo com Rubem Alves o papel do professor é ensinar o aluno a pensar provocando a curiosidade da criança ou adolescente. "A missão do professor não é dar respostas prontas. As respostas estão nos livros, estão na Internet. A missão dos professores é provocar a inteligência, é provocar o espanto, a curiosidade".
Creio que precisamos repensar o sistema educacional. O professor Pedro Demo reporta que a primeira preocupação é repensar o “professor” e na verdade recriá-lo. De mero “ensinador” – instrutor no sentido mais barato – deve passar a “mestre”. Para tanto, é essencial recuperar a atitude de pesquisa, assumindo-a como conduta estrutural, a começar pelo reconhecimento de que sem ela não há como ser professor em sentido pleno. A alma da vida acadêmica é constituída pela pesquisa, como princípio científico e educativo, ou seja, como estratégia de geração de conhecimento.
Precisamos sim de mais educação, mas antes de tudo precisamos saber qual educação queremos.

Dorival Costa, formado em zootecnia pela UFRRJ, é doutor em zootecnia pela UNESP. Diretor de Ensino do IFMT, escreve à quartas para o InformeCapital.